Perguntas que o colunista da Folha Online, Sérgio Ripardo, faz ao papa:
Rapi10
Dez perguntas do mundo GLS para o papa, que visita o Brasil, em maio.
1- Se Deus é amor, por que é pecado amar uma pessoa do mesmo sexo?
2- Se Jesus vivesse hoje, ele só escolheria apóstolos homens?
3- Se o sr. não fosse papa, adotaria uma criança africana ou judia?
4- O que o sr. diria a um casal cujo filho foi batizado por um padre pedófilo?
5- Se perguntar não ofende, por que nenhuma igreja tolera ser questionada?
6- Que sites o sr. visita na internet e que tipo de e-mail spam o sr. recebe?
7- O que um papa faz para se divertir? Só viaja?
8- Os seus sapatos são realmente Prada, como especulam os fashionistas?
9- O Zé Simão chama o sr. de rottweiler de Deus. O sr. cria algum cachorro?
10- E São Sebastião, hein?!
Em tempo, a coluna do cara é ótima, "vai ao ar" toda quarta, na Internent.
quinta-feira, 29 de março de 2007
terça-feira, 27 de março de 2007
amigos no mundo
Meus amigos estão aí, pelo mundo. O querido Luiz está passeando pelo Marrocos, tomando Coca-Cola em árabe. Aliás, o blog dele está cada dia mais interessante. Vou lá todo dia.
Claire e Flávia chegaram ao Canadá e pegaram -10 no primeiro dia. Os gatos estão bem.
Eu estou em Brasília, trabalhando. Lerê, lerê.
Claire e Flávia chegaram ao Canadá e pegaram -10 no primeiro dia. Os gatos estão bem.
Eu estou em Brasília, trabalhando. Lerê, lerê.
quinta-feira, 22 de março de 2007
é melhor ser bonito....
Deu na BBC Brasil, um estudo feito por psicólogos indica que réus feios tendem a ser condenados com mais freqüência. Se além de feio for negro, a tendência é que o réu pegue uma sentença mais longa. No estudo, voluntários tinham que decidir se condenariam um determinado réu por um crime fictício. Diz a matéria: "A descrição do crime era sempre a mesma, mas fotos diferentes foram anexadas. Duas das fotos mostravam réus negros, um considerado feio e outro bonito por participantes de um estudo separado. Foram usadas ainda duas fotos de réus brancos, um belo e outro feio."
sexta-feira, 16 de março de 2007
Mulheres
No Dia Internacional da Mulher (8 de março) eu estava de férias e sem acesso à Internet. Mas decidi falar sobre o assunto agora. As mulheres hoje, especialmente as mais jovens, tendem a ver o feminismo como uma coisa meio ridícula. Vejo aqui no trabalho o pouco caso com que o assunto é tratado. "Um bando de ridículas que ficam jogando florezinhas umas nas outras" é o comentário básico. Depois que comecei a ler sobre feminismo ganhei perspectiva da importância desse assunto. Antes da luta pelos direitos das mulheres ganhar espaço político, só havia três opções para as infelizes que nascessem sem um pênis: serem esposas reprodutoras, freiras ou putas. Mulheres não podiam trabalhar, estudar, votar, ter propriedades ou conta no banco. E isso é muito recente, não é nada de idade média. É coisa do século passado, anos 1900, quando nós nascemos.
Adoro o blog da Carla Rodrigues, no site No Mìnimo. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher ela elencou essa listinha de obstáculos e dificuldades enfrentadas pelos seres humanos que nascem com aparelho sexual feminino. Seguem:
* Os homens são indivíduos, pessoas, trazem sobrenomes que são transmitidos. As mulheres não têm sobrenome, têm apenas um nome. Como pesquisadora, ela tem dificuldades de encontrar histórias de mulheres porque são guardados apenas os papéis dos homens.
* Na filosofia de Platão, as mulheres são uma ameaça potencial para a vida harmoniosa da coletividade. As mulheres não são apenas diferentes: modelagem inacabada, homem incompleto, falta-lhes alguma coisa, são defeituosas. O homem é criador, a mulher não passa de um vaso do qual se pode esperar apenas que seja um bom receptáculo.
* Num arquivo francês exclusivamente dedicado a autobiografias, quase não há registros femininos. “Minha vida não é nada”, diz a maioria das mulheres.
* Hoje, a longevidade das mulheres é maior do que a dos homens. Mas não foi sempre assim. Na Idade Média e na Época Moderna, a maternidade era devastadora e, em caso de dificuldades, preferia-se salvar a criança e deixar a mãe morrer.
* No nascimento, a menina é menos desejada. Anunciar: “É um menino” é mais glorioso do que dizer: “É uma menina”, em razão do valor diferente atribuído aos sexos.
* Primeiro mandamento das mulheres: a beleza. “Seja bela e cale-se”, é o que lhe impõe, desde a noite dos tempos talvez. Em todo o caso, o Renascimento, particularmente, insistiu sobre a partilha sexual entre a beleza feminina e a força masculina.
* De Aristóteles a Freud, o sexo feminino é visto como uma carência, um defeito, uma fraqueza da natureza. Para Aristóteles, a mulher é um homem mal-acabado, um ser incompleto, uma forma malcozida.
* A mulher é um ser em concavidade, esburacado, marcado para a possessão, para a passividade. Por sua anotomia. Mas também por sua biologia. Seus humores – a água, o sangue (o sangue impuro), o leite – não têm o mesmo poder criador que o esperma, eles são apenas nutrizes.
* Fisiologistas do final do século 19, que pesquisam as localizações cerebrais, afirmam que as mulheres têm um cérebro menor, mais leve, menos denso. Recusam-se às mulheres as qualidades de abstração, de invenção, de síntese.
* As mulheres sempre trabalharam. Seu trabalho era da ordem do doméstico, da reprodução, não valorizado, não remunerado. As sociedades jamais poderiam ter vivido, ter-se reproduzido e desenvolvido sem o trabalho doméstico das mulheres, que é invisível.
* Foi a industrialização que colocou a questão do trabalho para as mulheres. Os operários temiam a concorrência. Um homem digno desse nome deve poder sustentar sua família e precisa de uma mulher que cuide da casa.
* Atualmente, cerca de 75% das mulheres que trabalham o fazem no setor terciário: vendedoras, secretárias, professoras primárias, enfermeiras.
* O direito ao saber, não somente à educação, mas à instrução, é certamente a mais antiga, a mais contante, a mais largamente compartilhada das reivindicações. Porque ele comanda tudo: a emancipação, a promoção, o trabalho, a criação, o prazer.
Adoro o blog da Carla Rodrigues, no site No Mìnimo. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher ela elencou essa listinha de obstáculos e dificuldades enfrentadas pelos seres humanos que nascem com aparelho sexual feminino. Seguem:
* Os homens são indivíduos, pessoas, trazem sobrenomes que são transmitidos. As mulheres não têm sobrenome, têm apenas um nome. Como pesquisadora, ela tem dificuldades de encontrar histórias de mulheres porque são guardados apenas os papéis dos homens.
* Na filosofia de Platão, as mulheres são uma ameaça potencial para a vida harmoniosa da coletividade. As mulheres não são apenas diferentes: modelagem inacabada, homem incompleto, falta-lhes alguma coisa, são defeituosas. O homem é criador, a mulher não passa de um vaso do qual se pode esperar apenas que seja um bom receptáculo.
* Num arquivo francês exclusivamente dedicado a autobiografias, quase não há registros femininos. “Minha vida não é nada”, diz a maioria das mulheres.
* Hoje, a longevidade das mulheres é maior do que a dos homens. Mas não foi sempre assim. Na Idade Média e na Época Moderna, a maternidade era devastadora e, em caso de dificuldades, preferia-se salvar a criança e deixar a mãe morrer.
* No nascimento, a menina é menos desejada. Anunciar: “É um menino” é mais glorioso do que dizer: “É uma menina”, em razão do valor diferente atribuído aos sexos.
* Primeiro mandamento das mulheres: a beleza. “Seja bela e cale-se”, é o que lhe impõe, desde a noite dos tempos talvez. Em todo o caso, o Renascimento, particularmente, insistiu sobre a partilha sexual entre a beleza feminina e a força masculina.
* De Aristóteles a Freud, o sexo feminino é visto como uma carência, um defeito, uma fraqueza da natureza. Para Aristóteles, a mulher é um homem mal-acabado, um ser incompleto, uma forma malcozida.
* A mulher é um ser em concavidade, esburacado, marcado para a possessão, para a passividade. Por sua anotomia. Mas também por sua biologia. Seus humores – a água, o sangue (o sangue impuro), o leite – não têm o mesmo poder criador que o esperma, eles são apenas nutrizes.
* Fisiologistas do final do século 19, que pesquisam as localizações cerebrais, afirmam que as mulheres têm um cérebro menor, mais leve, menos denso. Recusam-se às mulheres as qualidades de abstração, de invenção, de síntese.
* As mulheres sempre trabalharam. Seu trabalho era da ordem do doméstico, da reprodução, não valorizado, não remunerado. As sociedades jamais poderiam ter vivido, ter-se reproduzido e desenvolvido sem o trabalho doméstico das mulheres, que é invisível.
* Foi a industrialização que colocou a questão do trabalho para as mulheres. Os operários temiam a concorrência. Um homem digno desse nome deve poder sustentar sua família e precisa de uma mulher que cuide da casa.
* Atualmente, cerca de 75% das mulheres que trabalham o fazem no setor terciário: vendedoras, secretárias, professoras primárias, enfermeiras.
* O direito ao saber, não somente à educação, mas à instrução, é certamente a mais antiga, a mais contante, a mais largamente compartilhada das reivindicações. Porque ele comanda tudo: a emancipação, a promoção, o trabalho, a criação, o prazer.
Calça de veludo

Mulher usar calça comprida ainda é notícia. Ainda temos muito que melhorar... Se bem que a ditadura do terno e gravata para os homens talvez seja ainda mais tirânica. Quem sabe com o aquecimento global eles liberam ao menos uma bermudinha para os bofes.
Ou casa ou sai de cima!
Portia de Rossi deu um ultimato a Ellen Degeneres. Exigiu casar, basta desse negócio de ser só namorada. Isso que dá querer direitos iguais aos HT. Acaba tendo os mesmos problemas também ;)
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